domingo, 13 de fevereiro de 2011

Bidé

Invenção francesa do século XVII, aparentemente devemos a sua existência ao pedido de uma rainha, que clamava por um dispositivo que permitindo manter a higiene das partes íntimas, se adaptasse harmoniosamente às curvas do seu corpo régio. Com muitas variações, chegou aos nossos dias em diferentes formatos e com hidráulicas variáveis. Este é um dos modelos clássicos, que adorna desde esta semana uma das casas de banho.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A história das coisas

Um objecto pode conter toda a história do mundo: onde e de que forma se descobriram e fabricaram as suas matérias, como se chegou à depuração dos seus motivos, qual a economia de transacções que o trouxe de um lado para outro do planeta, e ainda, a sua finalidade, inaugurada ao primeiro uso. Tome-se este tapete, excepção à política de contenção que tentamos sem sucesso aplicar face à expectativa da mudança: que mãos dedicadas, curtidas pelo Sol e pelo vida num país do Médio Oriente, poderiam adivinhar que o seu destino seria o quarto de dois ganapos numa casa antiga deste velho ancoradouro do norte de Portugal?

domingo, 6 de fevereiro de 2011

A propósito de portas e fechaduras

I.
Eu nunca gostei de portas, sempre as vi como
um grosseiro despotismo. Não percebia por
que razão davam passagem a uns e outros não.
Rebelei-me contra elas, tornei-me arrombador.
Decidido a contestar os seus desígnios, passei
os melhores anos da minha juventude a estudar
o idioma das fechaduras. Aos poucos, alcancei
uma secreta mestria: nenhuma resistia à sedução
dos meus arames. As portas franqueadas, e não
o que atrás delas se defende, procurava. Poucas
vezes roubei. Esta alegria me bastava - introduzir
desordem na composta segurança duma casa.
Agora que penso nisso, acho que havia algo
de bárbaro nessa minha obsessão por destruir
a ilusória placidez das fortalezas, os escudos
da propriedade, da suficiência. Porta atrás
de porta, a minha vida passou. Até chegar aqui,
a este lugar indistinto. Também nele há uma porta.
Não me seria difícil arrombá-la. Não fosse dar-se
o caso (e esse é o castigo da minha soberba)
de não saber se estou no céu ou no inferno.


in
"Erros Individuais", de José Miguel Silva

Espelhos

Outro belo trabalho de marcenaria, já aplicado em todas as fechaduras. Ainda a definir: pintar da cor das portas ou simplesmente envernizar e manter. Bitaites?

Chapa ondulada

Pormenores da chapa ondulada, antes e depois de pintadas. O efeito é quente, permitindo equilibrar a paleta de toda a fachada, particularmente no revestimento do pequeno 'torreão' que se destaca no segundo piso.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Mezzanine #2

Aspecto geral da 'mezzanine', para onde se sobe com o auxílio de uma delicada escada da obra e cuja função ainda está por decidir. Talvez o tempo e a vivência nos indiquem um caminho. Inclui-se a vista da pequena janela, onde se tem a única perspectiva do telhado em 'telha francesa'.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Verde Bernini

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Mais portadas

Ainda não foi referido mas a fachada tardoz não possuia portadas. Devido à esposição solar poente (muito sol, pelo menos durante alguns meses do ano) e também a questões de segurança fizeram-se réplicas das portadas existentes na fachada principal.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Simbiose

Em biologia a simbiose é uma relação mutuamente vantajosa entre dois ou mais organismos vivos. Aqui o caso é um pouco diferente, mas não temos dúvida que a cozinha/sala de refeições vai tirar proveito deste bonito conjunto de azulejos. Por sua vez, os azulejos colocados vão assim manter-se intactos (estiveram guardados em caixas desde a sua rejeição) e exercer a sua função por muitos anos.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Redondezas/dintorni/surroundings/environs

Pequenas grandes surpresas

Podemos utilizar a imaginação e fantasiar; podemos até socorrer-nos da segurança infalível dos cálculos matemáticos e projectar. Mas nunca, nem nos sonhos mais livres nem no pensamento mais racionalista, poderemos adivinhar a forma como uma peça encaixa de forma tão perfeita e tão bela no seu lugar. Ei-la, depois de um pequeno debate que chegou a questionar a sua existência, com a sua própria identidade e a querer contentar a gregos e a troianos, a porta de acesso interior.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Porta inútil

Desta perspectiva percebe-se a vontade que espíritos mais pragmáticos (como o do engenheiro ou do empreiteiro da obra) tinham em eliminar esta parede, abrindo a divisão directamente para o vão da escada, ou simplesmente fazendo-a recuar para alinhar com a parede da esquerda. É verdade que se ganhava espaço, mas o que se perdia do desenho original da casa nunca o justificaria. E que é uma bela porta inútil, é.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Experiências

Hoje tratou-se da disposição dos azulejos hidráulicos, cortesia do arquitecto, no chão do piso térreo. Sendo um conjunto limitado, optou-se por fazer um 'tapete' na zona da cozinha (só se utilizou o rebordo, mas há unidades para toda a área). A colocação está prevista para esta semana, assim como a execução do pavimento neste piso, o mais 'atrasado' no cenário da obra.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Pequenas coisas com importância

Ao retirar uma parede, a transição de um tecto liso e rebaixado (por necessidade de encaixe de tubagens) com um tecto mais trabalhado e desnivelado tornou-se problemática, especialmente na junção com esta janela. Após várias tentativas, a harmonização parece conseguida, para o que contribuiu o toque especial do 'encaixe' e do friso adicional na base.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Atelier

O que distingue um operário de um artesão e de um artista? A olho nú, nada.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Antes e um depois provisório

Pormenores de interior e exterior da lavandaria. O tempo são estas paredes teimosas, permanentes na sua inconstância.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Escadas pintadas

Se pudéssemos pegar numa máquina do tempo, apontá-la para este ângulo e acelerá-la, para trás e para a frente, poderíamos ver, como pequenos flashes em fotografias nocturnas, a imagem de personagens a subir e a descer estas escadas, assumindo diferentes papeis, em trajes de época (roupas de trabalho, trajes menores ou sem trajes de todo). Uma mãe que leva o seu bebé para o quarto, um operário enrolado numa toalha de banho, um homem a saltar degraus apressado para um encontro amoroso, uma criança encostada aos balaústres com uma boneca debaixo do braço, alguém que desce langorosamente em pose de diva e diz: “All right Mr DeMille, I’m ready for my close up”...

(and, for our foreign visitors)
Painted Stairs
If only we had a time machine, point it at this angle and speed it up, back and forth, we could see, just like those little flashes in night shots, the image of different characters going up and down these stairs, playing all kind of roles in costume (work clothes, underwear or no costumes at all). A mother who brings her baby into the bedroom, a worker wrapped in a bath towel, another man jumping steps to find a lover, a child leaning against the banisters with a doll under his arm, someone who falls into a languorous diva pose and says: "All right Mr. DeMille, I'm ready for my closeup"...

Do nascer ao por do Sol

Com uma posição nascente do lado do quarto principal, o Sol vai-se encarregar diariamente de espreitar por estas janelas e, esperamos, tirar-nos da cama. Pela varanda vamos poder avaliar o movimento na rua, do café à mercearia, passando pelo barbeiro, a farmácia e as famílias de gatos vadios a espreitar por baixo dos automóveis as gamelas de restos deixadas por almas caridosas na noite anterior.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Novos usos para velhos espaços

Perspectivas da casa de banho que serve os quartos. Ainda faltam uns grandes 'detalhes' mas já é possível imaginar o resultado final e perceber as diferenças em relação ao passado.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Cores, cores, cores!

São o que a casa tem de melhor para mostrar agora, com votos de feliz Natal para todos os nossos visitantes!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Arrumos de exterior #2

Novas portas instaladas no exterior, segundo o desenho tradicional com as almofadas rectangulares.

Chapa

Já quase toda no sítio, a chapa ondulada que vai revestir algumas partes da fachada frontal e traseira. Para já com este especto de cortina alada, em breve pintada com uma cor tradicional, próxima do vermelho vinho.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Wc: materiais

A pastilha na casa de banho de serviço...
... e o azulejo para o chão da casa de banho dos quartos.

Pedra de interior

Uma perspectiva da parede sob as janelas da sala, onde uma limpeza à pedra permitiu perceber melhor como ela se enquadra bem no cenário que a envolve, servindo, tal como no exterior, como contraponto aos materiais 'mais quentes'.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Envidraçar

Para fora durante os próximos dias. Na casa, portas e janelas prontos para receber os vidros (duplos). Esperamos no regresso poder mostrar (e experimentar) uma casa mais 'fechada'. O Inverno rigoroso bem o reclama...

Primeiros vestígios de civilização #5

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Cores: experiências e ajustes finais #2

Em relação ao exterior, as opções foram determinadas, por um lado, pela necessidade de cumprir o regulamento camarário (mantendo as cores originais), e, por outro, pela combinação com a tonalidade da fachada das casas à esquerda e à direita.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Cores: experiências e ajustes finais

Depois da selecção feita a partir do catálogo e pintadas alguns manchas nas paredes (terá sido algo assim que inspirou Rothko?) foram confirmadas algumas opções mas também feitas algumas alterações: a mais significativa no que diz respeito à cor dos quartos, que passou de um salmão para um rosa 'gasto' (na imagem do canto superior esquerdo, corresponde ao cartão mais em baixo).

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Arranjinhos

E se num dos degraus faltasse um pedaço de pedra? Bem, há remédio para tudo: procura-se um pedaço de pedra de tamanho compatível, 'apara-se', mistura-se um pouco de cimento-cola com limalha de pedra e, finalmente, coloca-se no sítio (resultado indetectável como num passe de magia, no degrau onde pousa a sapatilha).