Invenção francesa do século XVII, aparentemente devemos a sua existência ao pedido de uma rainha, que clamava por um dispositivo que permitindo manter a higiene das partes íntimas, se adaptasse harmoniosamente às curvas do seu corpo régio. Com muitas variações, chegou aos nossos dias em diferentes formatos e com hidráulicas variáveis. Este é um dos modelos clássicos, que adorna desde esta semana uma das casas de banho.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Bidé
Invenção francesa do século XVII, aparentemente devemos a sua existência ao pedido de uma rainha, que clamava por um dispositivo que permitindo manter a higiene das partes íntimas, se adaptasse harmoniosamente às curvas do seu corpo régio. Com muitas variações, chegou aos nossos dias em diferentes formatos e com hidráulicas variáveis. Este é um dos modelos clássicos, que adorna desde esta semana uma das casas de banho.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
A história das coisas
domingo, 6 de fevereiro de 2011
A propósito de portas e fechaduras
I.
Eu nunca gostei de portas, sempre as vi como
um grosseiro despotismo. Não percebia por
que razão davam passagem a uns e outros não.
Rebelei-me contra elas, tornei-me arrombador.
Decidido a contestar os seus desígnios, passei
os melhores anos da minha juventude a estudar
o idioma das fechaduras. Aos poucos, alcancei
uma secreta mestria: nenhuma resistia à sedução
dos meus arames. As portas franqueadas, e não
o que atrás delas se defende, procurava. Poucas
vezes roubei. Esta alegria me bastava - introduzir
desordem na composta segurança duma casa.
Agora que penso nisso, acho que havia algo
de bárbaro nessa minha obsessão por destruir
a ilusória placidez das fortalezas, os escudos
da propriedade, da suficiência. Porta atrás
de porta, a minha vida passou. Até chegar aqui,
a este lugar indistinto. Também nele há uma porta.
Não me seria difícil arrombá-la. Não fosse dar-se
o caso (e esse é o castigo da minha soberba)
de não saber se estou no céu ou no inferno.
in "Erros Individuais", de José Miguel Silva
Eu nunca gostei de portas, sempre as vi como
um grosseiro despotismo. Não percebia por
que razão davam passagem a uns e outros não.
Rebelei-me contra elas, tornei-me arrombador.
Decidido a contestar os seus desígnios, passei
os melhores anos da minha juventude a estudar
o idioma das fechaduras. Aos poucos, alcancei
uma secreta mestria: nenhuma resistia à sedução
dos meus arames. As portas franqueadas, e não
o que atrás delas se defende, procurava. Poucas
vezes roubei. Esta alegria me bastava - introduzir
desordem na composta segurança duma casa.
Agora que penso nisso, acho que havia algo
de bárbaro nessa minha obsessão por destruir
a ilusória placidez das fortalezas, os escudos
da propriedade, da suficiência. Porta atrás
de porta, a minha vida passou. Até chegar aqui,
a este lugar indistinto. Também nele há uma porta.
Não me seria difícil arrombá-la. Não fosse dar-se
o caso (e esse é o castigo da minha soberba)
de não saber se estou no céu ou no inferno.
in "Erros Individuais", de José Miguel Silva
Espelhos
Chapa ondulada
domingo, 30 de janeiro de 2011
Mezzanine #2
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Mais portadas
domingo, 23 de janeiro de 2011
Simbiose
Em biologia a simbiose é uma relação mutuamente vantajosa entre dois ou mais organismos vivos. Aqui o caso é um pouco diferente, mas não temos dúvida que a cozinha/sala de refeições vai tirar proveito deste bonito conjunto de azulejos. Por sua vez, os azulejos colocados vão assim manter-se intactos (estiveram guardados em caixas desde a sua rejeição) e exercer a sua função por muitos anos.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Pequenas grandes surpresas
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Porta inútil
domingo, 16 de janeiro de 2011
Experiências
Hoje tratou-se da disposição dos azulejos hidráulicos, cortesia do arquitecto, no chão do piso térreo. Sendo um conjunto limitado, optou-se por fazer um 'tapete' na zona da cozinha (só se utilizou o rebordo, mas há unidades para toda a área). A colocação está prevista para esta semana, assim como a execução do pavimento neste piso, o mais 'atrasado' no cenário da obra.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Pequenas coisas com importância
domingo, 9 de janeiro de 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Antes e um depois provisório
domingo, 2 de janeiro de 2011
Escadas pintadas
Se pudéssemos pegar numa máquina do tempo, apontá-la para este ângulo e acelerá-la, para trás e para a frente, poderíamos ver, como pequenos flashes em fotografias nocturnas, a imagem de personagens a subir e a descer estas escadas, assumindo diferentes papeis, em trajes de época (roupas de trabalho, trajes menores ou sem trajes de todo). Uma mãe que leva o seu bebé para o quarto, um operário enrolado numa toalha de banho, um homem a saltar degraus apressado para um encontro amoroso, uma criança encostada aos balaústres com uma boneca debaixo do braço, alguém que desce langorosamente em pose de diva e diz: “All right Mr DeMille, I’m ready for my close up”...(and, for our foreign visitors)
Painted Stairs
If only we had a time machine, point it at this angle and speed it up, back and forth, we could see, just like those little flashes in night shots, the image of different characters going up and down these stairs, playing all kind of roles in costume (work clothes, underwear or no costumes at all). A mother who brings her baby into the bedroom, a worker wrapped in a bath towel, another man jumping steps to find a lover, a child leaning against the banisters with a doll under his arm, someone who falls into a languorous diva pose and says: "All right Mr. DeMille, I'm ready for my closeup"...
Do nascer ao por do Sol
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Novos usos para velhos espaços
sábado, 25 de dezembro de 2010
Cores, cores, cores!
domingo, 19 de dezembro de 2010
Arrumos de exterior #2
Chapa
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Pedra de interior
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Envidraçar
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Cores: experiências e ajustes finais #2
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Cores: experiências e ajustes finais
Depois da selecção feita a partir do catálogo e pintadas alguns manchas nas paredes (terá sido algo assim que inspirou Rothko?) foram confirmadas algumas opções mas também feitas algumas alterações: a mais significativa no que diz respeito à cor dos quartos, que passou de um salmão para um rosa 'gasto' (na imagem do canto superior esquerdo, corresponde ao cartão mais em baixo).
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Arranjinhos
E se num dos degraus faltasse um pedaço de pedra? Bem, há remédio para tudo: procura-se um pedaço de pedra de tamanho compatível, 'apara-se', mistura-se um pouco de cimento-cola com limalha de pedra e, finalmente, coloca-se no sítio (resultado indetectável como num passe de magia, no degrau onde pousa a sapatilha).
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