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sábado, 22 de janeiro de 2011

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Corridas urbanas

Sendo um de nós corredor amador, já se estudam hipóteses de percursos pela cidade. Correr é uma forma diferente de conhecer a geografia e a vibração das ruas, emprestando-lhes uma coreografia inusitada (com o auxílio de um leitor de mp3 devidamente recheado). É algo que se pode fazer em qualquer lugar do mundo e nas primeiras visitas às cidades serve de estratégia imbatível para um reconhecimento rápido do território, especialmente das zonas verdes e marginais junto a cursos de água. Para além disso, quando se participa em provas organizadas, é uma oportunidade única para imaginar e experimentar como seriam as cidades se não existissem automóveis. Conferenciando com amigos, ficamos a saber que da nossa zona é possível descer desde a parte alta para a frente fluvial e depois percorrer a zona da Foz até Matosinhos. O regresso pode ser feito de Metro, com saída bem perto de casa. Garantem-me que é possível evitar o trânsito e as multidões. Agora é só vestir o equipamento, experimentar a estrada e avaliar as impressões.

domingo, 19 de setembro de 2010

Ao deus dará

O habitual passeio pelas redondezas tem revelado cada vez mais projectos de recuperação e sente-se de facto que existe uma vontade real de habitar a baixa, em projectos concretos que tem partido muito mais da iniciativa e perseverança de cidadãos isolados do que de qualquer política pública concertada. As rondas revelam, apesar disso, um património imenso de casas devolutas, que vão sendo alvo de outro tipo de 'intervenções' (esperemos que com tintas laváveis...).

sábado, 11 de setembro de 2010

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Porto entrevisto

Aqui fica registado um presente muito querido que nos chegou inesperadamente por correio e que já tem lugar cativo na biblioteca da casa na baixa. É um retrato de vivências do Porto de outrora, a cidade burguesa e pacata das ruas de Costa Cabral, Lindo Vale, Constituição e Marquês. Hoje não é tão burguesa mas continua pacata, deslumbrante e cheia de histórias por contar.

Obrigado ao professor e sua companheira

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Uma rua na baixa

Numa rua mal afamada, não há como ver as coisas com olhos de ver. E descobrir, então, que como animais sociais, somos muito achacados aos mitos urbanos, ou por acreditarmos neles, ou por os reproduzirmos, ou por os inventarmos e recriarmos. Alguns dos mitos mais enraizados na história recente da cidade do Porto são os da insegurança e da indigência. Ninguém poderá negar, obviamente, que existem pólos de criminalidade, essencialmente ligados a fenómenos de toxicodependência. Mas partir daí para demonizar toda a baixa é algo que, no mínimo, revela ignorância e pouca vontade para combater preconceitos. É certo que o Porto, como muitas outras cidades, sempre teve o seu lado bas fond, em grande medida fruto da actividade conhecida como a mais velha profissão do mundo, muitas vezes também próximo de expedientes hoje em dia conhecidos como 'economia paralela' ou 'informal' e frequentemente palco de um alcoolismo endémico, estrutural e cultural. Mas existe sempre um outro lado (muitas vezes no mesmo local, em horas diferentes): o do pequeno comércio, dos serviços, da sociabilidade, da vizinhança, das festas populares, da restauração, dos miúdos a brincar, das senhoras a dar à letra, de um germe de cosmopolitismo e da história continuamente recriada, feita pelos habitantes e transeuntes destas artérias graníticas e seculares. Nada nem ninguém poderá silenciar isso. Certo?

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Algumas boas razões para se viver na baixa

- possibilidade de sentir e participar no pulsar da urbe
- evitar os monstros de betão, lugares frequentemente desumanizados, desprovidos de personalidade e concebidos para a experiência anónima e solipsista
- ter contacto directo com as ruas, o comércio, as gentes, os rumores, os sabores, a cultura e o lazer, tudo vivido em primeira mão e numa escala tangível
- perspectivar a mobilidade de outra forma, recuperando o uso dos transportes públicos, o andar a pé ou eventualmente a bicicleta (apesar da geografia acidentada, já existe um número considerável de adeptos na cidade)
- o factor económico: é preciso capital para comprar na baixa, mas ainda é possível encontrar boas oportunidades e trata-se de um investimento seguro
- contribuir para a preservação de um património e uma identidade
- habitar espaços com história e passar a fazer parte dessa história
- ...