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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Fachada tardoz

Aspecto geral da casa vista pelas traseiras, já com a pintura finalizada. Por cá estamos contentes com o resultado.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Pêras rochas e profundos carmesins

A cor é uma ficção gerada pela luz sobre a matéria. A sua leitura varia de acordo com a infinitude de possibilidades criadas pelo cruzamento entre essas duas variáveis (a que se junta, ainda, a competência da fonte ocular). Resultado? Após uma demão, a primeira opção para uma fachada (no cartão horizontal) pode revelar-se flagrantemente desajustada. Felizmente, a maleabilidade do julgamento humano é (quase) tão diversificada como a paleta de tonalidades da CIN, pelo que, após uma pequena tertúlia cromática, a decisão recaiu sobre o discreto mas distinto 'pêra rocha' (no cartão vertical), que vai casar muito bem, esperamos, com o tom mais 'afirmativo' das madeiras e do varandim.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Cores: experiências e ajustes finais #2

Em relação ao exterior, as opções foram determinadas, por um lado, pela necessidade de cumprir o regulamento camarário (mantendo as cores originais), e, por outro, pela combinação com a tonalidade da fachada das casas à esquerda e à direita.

sábado, 6 de novembro de 2010

Da rua

Só agora, para quem passa na rua, é que apareceu o primeiro sinal de trabalhos na casa. Daqui a dias, esperamos, o cenário será bastante diferente. Já agendada, a primeira reunião oficial para decidir cores (sim, está aberta a discussão, pelo que aguardamos os vossos bitaites).

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Corre, corrimão

Com os dias a diminuir e com luz a escapar rapidamente, invocando ambientes outonais, conseguimos vislumbrar o novo corrimão de ferro da fachada traseira. Ainda é vermelho, mas em breve será de uma cor mais ajustada ao perfil da casa. Já é possível espreitar pela varanda do segundo piso sem, como se diz cá no norte, ficar ourado.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Pequenos grandes detalhes

Enquanto o Verão insiste em presentear-nos com temperaturas extremas, as visitas às obras vão revelando um desenvolvimento progressivo, a bom ritmo. Há trabalhos invisíveis, como o das marcenarias, que estão a ser trabalhadas fora do local; outros de pequeno impacto visual mas de grande benefício futuro (canalizações, tubagens, fios e quejandos). Finalmente há os de execução rápida mas de grande efeito, como o reboco de paredes exteriores ou o início da aplicação dos soalhos de madeira. Ficam para já dois exemplos do trabalho na parede lateral, junto à escadaria de acesso ao quintal.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

De marquise a varanda

Virada para poente, no primeiro piso, optou-se por transformar a antiga marquise numa varanda, prolongando o gradeamento de ferro que contorna as escadas de acesso ao quintal. É uma forma de criar maior abertura para o exterior, permitindo uma maior entrada de luz para a divisão que será o escritório e sala de leitura. Pelo que se consegue perceber, a plataforma foi construída posteriormente à casa original, uma vez que assenta numa estrutura de cimento. Foram retiradas as caixilharias e demolido o pequeno muro. Por razões estéticas e funcionais optou-se por construir um novo pilar, alinhado com o 'cachorro' (aquele gancho de pedra que se vê na parte inferior). O pilar original será eliminado, mas mantém-se desta forma um suporte para a varanda do segundo piso.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Fachadas recriadas




Na fachada tardoz (traseira), os dois pisos superiores incluem duas pequenas varandas. Com a excepção da parte lateral esquerda, onde se acede à escada para o quintal, são plataformas provavelmente erguidas posteriormente ao edifício original (de facto são de cimento, e não de pedra). Na primeira imagem, já é possível ver o primeiro piso sem as janelas em guilhotina (irremediavelmente degradadas), que anteriormente fechavam em 'marquise' a varanda. A ideia de abrir completamente o espaço, substituindo o enquadramento em cimento pelo prolongamento do varandim em ferro, esbarrou-se com a necessidade de manter o pilar, que 'segura' a varanda do segundo piso. A segunda imagem ensaia essa hipótese (virtual), deslocando-se a coluna um pouco para a direita, para uma posição menos intromissiva. A terceira imagem é uma experiência com a aplicação das cores originais da casa, que se pretendem reproduzir: o clássico pigmento amarelo com as caixilharias em bordeaux. Bem haja, photoshop.

domingo, 2 de maio de 2010

Exoesqueleto


Alguns organismos necessitam, para poder evoluir, de se desfazer do seu exoesqueleto e formar um novo, num processo designado por muda ou 'ecdise'. Esta capacidade tem sido considerada uma vantagem evolutiva, porque permite uma melhor adaptação ao ambiente.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

E aos primeiros dias...



Ao fim de uma espera ansiosa e que transformou os dias em semanas e as semanas em meses, as obras finalmente e irreversivelmente começaram. Foi estranho ver a casa subitamente a agitar-se de movimentações, como se despertasse de um longo sono, e logo para se ver em pleno cenário de operações: as paredes descarnadas, muros demolidos, tralha esvaziada do interior, novas aberturas por onde a luz por fim aprende a circular, iluminando novos recantos. Para já, a maior diferença, sobretudo para quem visitou o espaço antes dos trabalhos que agora iniciam, reside no piso térreo: a demolição do coberto que separava o interior do quintal, para onde agora, não contando com os andaimes, o pó e o entulho, se circula (alegre e) livremente.