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sexta-feira, 1 de julho de 2011
Allez, allez!
domingo, 29 de maio de 2011
Há exatamente um ano atrás...
sexta-feira, 22 de abril de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
O antigo pós-moderno
domingo, 6 de fevereiro de 2011
A propósito de portas e fechaduras
I.
Eu nunca gostei de portas, sempre as vi como
um grosseiro despotismo. Não percebia por
que razão davam passagem a uns e outros não.
Rebelei-me contra elas, tornei-me arrombador.
Decidido a contestar os seus desígnios, passei
os melhores anos da minha juventude a estudar
o idioma das fechaduras. Aos poucos, alcancei
uma secreta mestria: nenhuma resistia à sedução
dos meus arames. As portas franqueadas, e não
o que atrás delas se defende, procurava. Poucas
vezes roubei. Esta alegria me bastava - introduzir
desordem na composta segurança duma casa.
Agora que penso nisso, acho que havia algo
de bárbaro nessa minha obsessão por destruir
a ilusória placidez das fortalezas, os escudos
da propriedade, da suficiência. Porta atrás
de porta, a minha vida passou. Até chegar aqui,
a este lugar indistinto. Também nele há uma porta.
Não me seria difícil arrombá-la. Não fosse dar-se
o caso (e esse é o castigo da minha soberba)
de não saber se estou no céu ou no inferno.
in "Erros Individuais", de José Miguel Silva
Eu nunca gostei de portas, sempre as vi como
um grosseiro despotismo. Não percebia por
que razão davam passagem a uns e outros não.
Rebelei-me contra elas, tornei-me arrombador.
Decidido a contestar os seus desígnios, passei
os melhores anos da minha juventude a estudar
o idioma das fechaduras. Aos poucos, alcancei
uma secreta mestria: nenhuma resistia à sedução
dos meus arames. As portas franqueadas, e não
o que atrás delas se defende, procurava. Poucas
vezes roubei. Esta alegria me bastava - introduzir
desordem na composta segurança duma casa.
Agora que penso nisso, acho que havia algo
de bárbaro nessa minha obsessão por destruir
a ilusória placidez das fortalezas, os escudos
da propriedade, da suficiência. Porta atrás
de porta, a minha vida passou. Até chegar aqui,
a este lugar indistinto. Também nele há uma porta.
Não me seria difícil arrombá-la. Não fosse dar-se
o caso (e esse é o castigo da minha soberba)
de não saber se estou no céu ou no inferno.
in "Erros Individuais", de José Miguel Silva
domingo, 9 de janeiro de 2011
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
domingo, 28 de novembro de 2010
L'avenir
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
É entrar, senhorias
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
Alvura
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Substância dos sonhos
Desde que as obras iniciaram, o nosso subconsciente já sugeriu, em forma de sonhos, projecções criativas sobre a conclusão da empreitada. Num deles, a casa aparecia miraculosamente concluída, com uma equipa totalmente diferente e liderada pela socialite Fátima Lopes (diz que é estilista...). Estava tudo aterradoramente e irreversivelmente fashion, trendy e cheio de concept. Noutro sonho, descobria-se, qual cenário perfeito de filme de terror americano, que a casa estava assente sobre uma espécie de cemitério ancestral, que uma inundação revelava numa imagem dantesca. Dizem que os sonhos são uma espécie de preparação da nossa mente para possibilidades de futuro. Pois depois destas, creio que estamos literalmente prontos para tudo!
sábado, 11 de setembro de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010
sábado, 24 de julho de 2010
quarta-feira, 7 de julho de 2010
The thin red line
De regresso após um interregno no sul da península itálica, onde se pôde apreciar o património arquitectónico e urbanístico de Nápoles (a cidade onde o passado mais convive com o presente, em sucessivas camadas verticais de História), a vontade de espreitar as novidades na casa era grande. Uma delas foi esta linha vermelha, desenhada aparentemente com exactidão em todas as divisões à mesma distância do chão e cujo significado ainda está sob escrutínio. Na linguagem bélica, a 'thin red line' representa a capacidade de uma força militar exígua resistir ao ataque de forças desmesuradamente maiores.PS: entretanto o arquitecto confirma que a função da linha é a de nivelar em cada piso todas as intervenções abaixo, até ao soalho, e acima, até ao tecto, corrigindo ou prevenindo eventuais desnivelamentos.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Interregno
sexta-feira, 28 de maio de 2010
sábado, 22 de maio de 2010
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