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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Parede vermelha

A sala de jantar regressa à aparência de estaleiro (com umas tábuas cruzadas a fazer lembrar os mecanismos de segurança que protegem jóias preciosas em filmes de acção). A explicação: a aplicação de um revestimento que procura enfatizar a transição das escadas para a cozinha contígua, cujo material se repete no seu mobiliário.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Novos usos para velhos espaços

Perspectivas da casa de banho que serve os quartos. Ainda faltam uns grandes 'detalhes' mas já é possível imaginar o resultado final e perceber as diferenças em relação ao passado.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Roupa a caminho #2

Roupeiro em progresso. Só faltam as portas (infelizmente o projecto de aproveitamento das portas das varandas não terá viabilidade) e um plano para o interior, cujo recheio será alvo das negociações mais demoradas...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Operação pladur

Nesta imagem é possível observar a diferença entre uma parede interior, em primeiro plano, e uma parede exterior, no fundo. Enquanto que a primeira é constituída por uma estrutura de tabique revestida com pladur, a segunda consiste simplesmente numa camada de cimento sobre uma estrutura em pedra. O pladur é um material composto essencialmente por gesso, revestido por uma superfície de papel e é uma boa opção para paredes finas e que necessitam de um bom isolamento e acabamento. Também será aplicado na maior parte dos tectos, sobre uma estrutura metálica. Apesar da sua aparência frágil conferir aos espaços o seu quê de casa de bonecas, estamos confiantes no resultado final.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Um forte na baixa

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Bomba-coração (encore une maison equipée)


O sistema de aquecimento em muito se assemelha à circulação humana. Existe a pequena circulação, que serve para obter o calor (oxigénio no caso do Homem), enquanto tubos vermelhos e azuis desenham a grande circulação que o distribui. Depois há uma máquina, que assegura que tudo isto aconteça sem falhas e no tempo certo.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Electric dreams #2


Poucos dias depois da visita anterior, o terreno já se encontra preparado para receber a dádiva de Thomas Edison à civilização moderna: a electricidade. E com ela, qual criação de Frankenstein de novo milénio, por entre cabos, tomadas e interruptores, animando máquinas, equipamentos e tecnologias, se trará nova luz e vida a uma casa na baixa.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Roços

Dos grafittis com as marcações das futuras ligações eléctricas resultaram estes 'rasgões', (roços, tecnicamente), onde se encaixarão os cabos necessários. Depois de levantado o soalho, o telhado, picadas as paredes, aberta uma vala, tiradas as portas e caixilharias das janelas, ver estes maus tratos ao pouco que resta da casa é, no mínimo, doloroso, ainda que incontornável.

domingo, 20 de junho de 2010

Canalizações



Durante eras, a falta de uma política estruturada de saneamento básico constituiu a principal causa de doenças e epidemias entre a população residente nos núcleos urbanos. Continua a sê-lo, em muitas zonas do planeta. Felizmente, entre nós, trata-se de um dado adquirido, embora se ouçam ainda com frequência queixas da factura que todos, como cidadãos, temos a obrigação de pagar. Dentro de portas, o processo é relativamente simples, mas laborioso: depois de aberta uma vala, atravessando toda a casa até à caixa de saneamento, foram já colocados os tubos de canalização, substituindo-se o material pré-existente por um mais resistente. As ligações deverão percorrer assim o quintal, a cozinha, a casa de banho do piso térreo e duas ligações nos pisos superiores.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

De marquise a varanda

Virada para poente, no primeiro piso, optou-se por transformar a antiga marquise numa varanda, prolongando o gradeamento de ferro que contorna as escadas de acesso ao quintal. É uma forma de criar maior abertura para o exterior, permitindo uma maior entrada de luz para a divisão que será o escritório e sala de leitura. Pelo que se consegue perceber, a plataforma foi construída posteriormente à casa original, uma vez que assenta numa estrutura de cimento. Foram retiradas as caixilharias e demolido o pequeno muro. Por razões estéticas e funcionais optou-se por construir um novo pilar, alinhado com o 'cachorro' (aquele gancho de pedra que se vê na parte inferior). O pilar original será eliminado, mas mantém-se desta forma um suporte para a varanda do segundo piso.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Rebuliço

É uma trincheira! É um buraco negro! É o apocalipse! É... a vala do saneamento!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Electric dreams

domingo, 6 de junho de 2010

Beiral

Ao elegante beiral foi acrescentado um reforço de madeira, por trás do qual já espreita a telha (pena que não se consiga obter uma perspectiva do telhado concluído; talvez um dia, ao visitar a casa do vizinho da frente). Só falta a caleira, para desviar a conhecida pluviosidade tripeira. Entretanto, chegámos ao mês de Junho, o dos santos populares e da canícula. A cidade muda de estação e a casa na baixa acelera a sua transformação.

sábado, 5 de junho de 2010

Casa oportunista

Como frequentemente acontecia no burgo tripeiro, a casa foi oportunisticamente erguida no lote deixado vago entre outras duas casas. Por esse motivo, não foram erguidas novas paredes, pelo que a pedra que se consegue ver na imagem é partilhada com o vizinho. Também é possível vislumbrar a geometria enviesada do travejamento, que acompanha o ângulo 'torcido' em relação à rua. Às vigas foram adicionados reforços com madeira nova. Num dos pisos descobriu-se que aquilo que aparentava ser um pequeno deslizamento do edifício, 'quebrando' a esquadria das portas interiores, não seria senão a consequência de um planeamento pouco científico de toda a estrutura (mercê talvez dos meios ao dispor dos mestres na altura).

terça-feira, 1 de junho de 2010

Parede sim, parede não

Era uma vez, no espaço onde se instalará o futuro escritório, uma parede em 'bico' resultante do alargamento de uma casa de banho, cuja entrada se fazia pela marquise. Estando já planeada uma casa de banho de serviço no piso térreo e outra para os quartos no segundo piso, parecia excessivo instalar uma terceira numa casa para apenas duas pessoas. Assim, disse-se: "abaixo com a parede, para se conquistar espaço útil!" (assim se fez, respeitando o que era o traçado original). A pequena divisão com entrada pela varanda (antiga marquise) será contudo igualmente equipada com pré-instalação de canalizações (não vá o diabo tecê-las, nestas coisas deve entrar o seu quê de racionalidade económica a longo prazo). Sobrou um buraco na parede interior, que rapidamente se entaipou com uma instalação semelhante às esculturas do Pedro Cabrita Reis. Faz também lembrar um pouco um processo de regeneração de tecidos, como uma ferida cicatrizada.

domingo, 23 de maio de 2010

Mezzanine


(foto Carlos Melo)
A partir do quarto principal, uma perspectiva diferente do telhado, que permite visualizar a estrutura em duas águas. O 'buraco' à esquerda é o da clarabóia, que deixará em breve de se apreciar daqui (será envolto por uma estrutura em funil invertido para o vão da escada). À direita, uma janela num patamar a que se terá acesso do próprio quarto através de uma escada. A mezzanine (para além de dar nome ao melhor álbum dos Massive Attack) nomeia a ideia de piso intermédio aberto, que pode permitir criar amplitude ao espaço e aproveitar o pequeno 'quarto piso', cujo destino funcional permanece uma incógnita (um sítio para contemplar as estrelas?) Seja como for, a engenharia revela-se passo a passo uma ciência desconcertante e quase bela na harmonia resultante de cálculos, encaixes, pesos e propriedades.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Desca(e)scadas


Sem reboco nas paredes e com o tabique exposto, as escadas demonstram a sua versatilidade plástica, oferecendo um cenário completamente diferente. Prova mais que evidente, para nós, que vale bem a pena registar as mutações.

domingo, 16 de maio de 2010

O tecto em pedaços


Imagens do atelier de restauro. Como se pode ver, o tecto foi literalmente recortado em porções de tamanho variável, de acordo com as exigências dos desenhos em gesso e das leis da física. Aparentemente, poucos se dão a este minucioso trabalho, optando por aplicar novos florões. Tratando-se do elemento decorativo mais significativo e 'nobre' da casa, a opção por preservar parece justificar-se. Resta aguardar pelo resultado final.

sábado, 15 de maio de 2010

Hipoderme, derme e epiderme...


O telhado em camadas: o travejamento inicial, em pinho 'casquinha'...

... seguido da madeira de enchimento. Por cima desta, ...

... com função de isolamento, ventilação e impermeabilização, segue-se uma camada de roofmate (poliestireno extrudido)...

... e outra de Onduline (sub-telha); é sobre esta última que...

... a telha de cerâmica francesa (o nome não remete para a origem, mas para a tipologia) será em breve aplicada, fechando o ciclo e a cobertura da casa.

Portas e portadas


Enquanto aguardam a recomposição de toda a estrutura, portas, portadas e janelas retiram-se paulatinamente de cena. O momento do regresso chegará, possivelmente implicando uma transição de espaço (sobretudo as peças que contactavam com o exterior, que serão substituídas por motivo de isolamento térmico), mas não se perderá a sua utilidade. Aventou-se a hipótese de metamorfosear algumas delas em portas de armários, respondendo assim ao postulado 'verde' da reciclagem de materiais.