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quarta-feira, 2 de março de 2011

Desenhar para uma cidade

Só quando precisamos de partilhar o que é viver numa cidade é que percebemos quão subjectiva é essa experiência. A perspectiva muda consoante a nossa idade, as fases em que nos apanham ou simplesmente porque a própria natureza do burgo sofre mutações. Penso que é comum 'colarmos' o nosso estado de espírito ao que nos rodeia: quando estamos deprimidos e melancólicos, o Porto é uma cidade cinzenta, chuvosa e provinciana; se estamos apaixonados, tudo é cor, animação e património. Nessa partilha, nem sempre o verbo é o veículo mais claro. Foi o que percebeu desde sempre a Manuela Bacelar, ilustradora da invicta, que juntou os seus desenhos aos textos do Carlos Tê (outro ilustre tripeiro) no imperdível "Cimo de Vila". Para nós é assim como uma espécie de visão animada de uma antiga ilustração já aqui convocada.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Porto entrevisto

Aqui fica registado um presente muito querido que nos chegou inesperadamente por correio e que já tem lugar cativo na biblioteca da casa na baixa. É um retrato de vivências do Porto de outrora, a cidade burguesa e pacata das ruas de Costa Cabral, Lindo Vale, Constituição e Marquês. Hoje não é tão burguesa mas continua pacata, deslumbrante e cheia de histórias por contar.

Obrigado ao professor e sua companheira

domingo, 30 de maio de 2010

Revistas


Em dois registos facilmente sobreponíveis - o da arquitectura e o da decoração (heresia!) - neste âmbito abundam as publicações de encher o olho e fertilizar a imaginação. A qualidade dos conteúdos (às vezes dentro da mesma edição) é quase tão díspar como os preços (com as revistas espanholas a bater aos pontos pela positiva) e, por muito que se esforcem na encenação, nem sempre as 'instalações' conseguem tornar credível a habitabilidade dos espaços. São raros os bons exemplos de recuperação, abundando ao invés as assinaturas de autor (as que mais parecem desrespeitar as 'assinaturas' do edifício). Contudo, funcionam sempre como bons activadores de ideias, desde que se equacione sempre a singularidade dos lugares e de quem os habita.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Arquitectura para leigos













Perante aquilo que os sociólogos chamam os sistemas periciais (as tecnologias que sustentam em grande medida e de maneira cada vez mais complexa e abrangente o nosso modo de vida), o homem comum sente-se cada vez mais fragilizado e impotente. Entre o desconhecimento total e a possibilidade de aceder com um simples clique a um manancial de informação impossível de digerir, o homem comum socorre-se com frequência de pequenas ferramentas de descodificação. No caso que nos preocupa, tem sido útil a consulta de publicações temáticas cuja linguagem acessível e facilidade de consulta se têm revelado particularmente eficazes. Para já, três pequenos exemplos dedicados à arquitectura vertente recuperação:
- "Reabilitação de Edifícios Antigos - Patologias e tecnologias de intervenção", de João Appleton (Edições Orion): o mais 'técnico' e esclarecedor relativamente aos principais problemas, materiais e propostas)
- "Living City - Habitar a Cidade", de José Manuel das Neves (org.) (editora Trueteam)
- "Casas Recuperadas II", de José Manuel das Neves (org.) (editora Calidoscópio)