quarta-feira, 24 de março de 2010

Levantamento topográfico / Planta Piso 2


O segundo piso destina-se aos quartos. São dois, cada um com uma pequena varanda. Uma casa de banho ampla e com luz directa servirá ambos. O segundo 'corredor dos pequeninos' é neste piso e liga um dos quartos (virado a nascente, na parte inferior da imagem) à casa de banho. O quarto "de hóspedes" está virado a poente e tem como pano de fundo a Igreja da Lapa. Existe ainda actualmente um pequeno sotão sem utilização e cujo aproveitamento poderá passar por uma ligação directa com um dos quartos, para um refúgio de leitura ou domicílio de algum felino transviado, que seguramente apreciará pousar na parte mais alta da casa.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Levantamento Topográfico / Planta Piso 1


De acordo com as opiniões recolhidas até à data, trata-se do piso com maior valor arquitectónico. Assim, a ideia é manter o maior número dos elementos existentes. Os dois tectos trabalhados serão recuperados e vão ocupar o lugar central nas duas divisões do piso: a sala de estar e a biblioteca/escritório. Dois acessos ligam estas divisões. O primeiro, o patamar no final do primeiro lanço das escadas, passagem principal da casa, e o segundo, um dos corredores dos pequeninos (ver também post quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010). A partir deste piso também temos acesso ao "quintal" através de umas escadinhas de pedra.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Levantamento Topográfico / Planta Piso 0


Depois da reabilitação este espaço irá incluir a cozinha/sala de jantar da casa, uma dispensa, a casa de banho social e possivelmente a garagem. A partir deste piso também teremos acesso directo ao logradouro.
No canto inferior direito da imagem temos a entrada da casa (fachada nascente). O corredor dará acesso quer ao piso superior (através das escadas) quer à zona da cozinha e da sala de jantar. A partir da zona dos "comes e bebes", que se situa nas traseiras da casa (fachada poente), poderemos disfrutar da vista para o 'quintal' através da janela ou da porta representadas no topo superior da imagem. A dispensa e a casa de banho social serão encaixadas debaixo das escadas. A antiga barbearia, situada no canto inferior esquerdo da imagem, dará, em princípio, lugar à garagem.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Os vizinhos

Uns dias antes de se iniciarem as obras da casa na baixa avisamos os nossos futuros vizinhos que se avistavam uns meses um tanto barulhentos. A carta entregue a cada um continha os contactos do responsável da obra e os nossos contactos pessoais. O dia escolhido foi o passado Sábado, mesmo antes do almoço. Ficamos a saber, pela nossa simpática vizinha de baixo, que os donos da mercearia que fica uns números acima moram ao nosso lado. Antes da casa ser “limpa” retiramos alguns objectos que voltarão à casa aquando na nossa mudança. A planta da varanda do segundo andar foi salva (envasada num novo vaso) e aguarda impacientemente o regresso à sua casa.

Levantamento Topográfico / Alçado Principal



"Uma Casa na Baixa" - é a moradia da direita

quinta-feira, 4 de março de 2010

Azulejos e jantares


O pacote da empreitada inclui como bónus um grupo de azulejos rejeitados de outra propriedade. Como aqui na Casa na Baixa não nos fazemos rogados, a ideia é transformar o esquisito em exquisite. Os felizes contemplados com um convite para uma das soirées a promover futuramente na sala de jantar poderão apreciá-los (debaixo dos sapatos) enquanto degustam um jantar no piso térreo.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Velhos espaços, novos usos



Antes uma cozinha, no futuro uma das casas de banho. O corredor que se avista dará acesso a um dos quartos, enquanto uma porta lateral dará acesso a outro, servindo ambos. Os pisos superiores possuiam duas cozinhas equipadas, uma vez que eram habitados cada um por uma famíia. Após a intervenção, deverá existir apenas uma, junto a uma sala de jantar, no piso térreo, virada para o logradouro.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Corredor dos pequeninos


Comum neste tipo de casas, cada piso 'escondia' por trás do vão da escada um pequeno corredor, por onde possivelmente circulava, quando existia, a serventia. Desse modo, fazia-se uma separação simbólica de espaços, entre as áreas de trabalho (cozinhas, lavandarias, sotãos) e as áreas 'nobres'. Já rebaptizámos estes dois como os corredores dos pequeninos, dada a sua reduzida dimensão (são estreitos e baixos). Felizmente terão utilidade numa habitação de residentes de estatura... concentrada.

A importância dos pormenores

Na primeira visita à casa, uma das últimas oportunidades antes das obras começarem e haver um antes e um depois, o cunhado, de máquina a tiracolo, apanhou alguns detalhes interessantes. Cá fica um, por onde vão passar (esperamos) muitas mãos amigas. As sobrinhas desta vez já não encontraram fantasmas, o medo só veio do muito palpável (e audível) cão do vizinho.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Casa (bem) assombrada #2


E enquanto os engenheiros se encarregam de fazer um levantamento do terreno, fundamental para um registo que não existia em nenhum arquivo, deixamos-vos com mais uma interpretação pessoal da casa na baixa, feita algum tempo após uma visita chuvosa.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

IVA a 5%

O projecto de recuperar a moradia levou-nos de novo à Loja da Reabilitação, desta vez já com escritura e registo de propriedade na mão. A dúvida que levávamos desta vez era bem concreta... Podemos ou não usufruir do IVA a 5% relativamente à empreitada e materiais? A resposta foi a que estávamos à espera, SIM. Se a habitação se situa dentro da Zona de Intervenção Prioritária (ZIP), só é necessário preencher um requerimento e esperar uns dias. Na próxima terça-feira já o devemos ter.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Vistas da casa

Frente


... e traseiras

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Jardinar


Não saia de casa sem o seu caderno de notas! É a política da casa, porque nunca se sabe se entre uma sobremesa e um café não aparecem ideias para o jardim.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Combater o frio!

Uma das preocupações mais presentes (e mais 'sentidas' na pele, tendo em conta o rigor deste Inverno) é a opção por um sistema de aquecimento eficaz e amigo do ambiente. O conforto é indubitavelmente uma das dimensões de maior impacto numa transição de um apartamento moderno para uma casa antiga, e diminuir esse impacto é uma prioridade na intervenção. Curiosamente, trata-se de um aspecto pouco explicitado nas conversações com as equipas de recuperação consultadas (não contando, naturalmente, com as opções em termos de isolamento térmico, igualmente importantes - lá iremos). Uma das hipóteses levantadas, contudo, parece reunir a maior parte das condições preferenciais (isto numa rua, ressalve-se, onde não existe gás de cidade): as bombas de calor. O mecanismo da coisa é relativamente simples e aproveita a energia térmica presente no próprio ar (embora exista também a opção geotérmica), a partir de um motor de arranque cuja energia de 'alimentação' pode ter várias origens (incluindo a possibilidade de articulação com paineis solares). Permite economizar e diminuir a emissão de CO2. Mais info (por exemplo) aqui.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Clarabóia


Há-as grandes e barrocas, mas a nossa é simples e pequena. A clarabóia tem como função canalizar a luz para o interior da casa, visto que não existem nesta tipologia aberturas laterais (a vontade de trazer luz é cada vez maior, especialmente nestes dias nubelados de Inverno portuense). Será a manter ou eventualmente ampliar, se se perceber que pode trazer vantagens. Mas é bonita só assim, com o seu reboco incerto mas seguro.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Ofertas de bom augúrio

Nesta época a gerência queria agradecer aos amigos que nos trouxeram prendas a pensar na nova casa: à esquerda, uma saca feita pela própria ofertante, para os muletes quentinhos que iremos buscar na padaria duas portas abaixo; à direita, dois 'individuais' para as muitas refeições a dois ou quatro que vão ter lugar no novo domicílio. Vamos a ver o que o novo ano nos reserva, e que iremos registando neste blogue. Votos de feliz 2010 para todos os visitantes!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Esboços atlânticos


Um Inverno rigoroso põe-nos alerta. Sabemos o que a chuva pode fazer numa casa desabitada. Entretanto, continuam as projecções e as conversas, regadas com ambiente natalício e por vezes pontuadas com mais desenhos, desta feita do mecenas de toda a empreitada, directamente do arquipélago dos Açores.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Sinais

Está certo que esta coisa de acreditar em presságios tem que se lhe diga, numa casa onde reina a formação científica. Mas que dizer de um achado destes, no momento em que se planeia a adopção futura de um dos felinos esfarrapados que vagueiam na rua à porta da casa?

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O logradouro


A outra jóia da coroa: o jardim. A receber-nos e às visitas, o primeiro vizinho apresenta-se ruidosamente (podem vê-lo na foto do topo, no centro). Para já, o espaço é um amontoado de silvas e lama, e parcialmente coberto por uma estrutura em cimento (que fazia avançar o piso térreo, mas sem ligação ao exterior). Só a limpeza e abertura até à casa permitirá ver com clareza toda a área (aproximadamente 40 metros quadrados). Para já, conjectura-se acerca dos materiais e da sua utilização. Conhecendo-nos, vamos necessitar de um jardim de manutenção mínima, provavelmente com poucas plantas e sem relva (gravilha e pedra serão boas hipóteses). A árvore do momento (não deverá haver espaço para mais do que uma) é o limoeiro, por várias razões:
- é bonita
- é aromática
- os limões têm múltiplas aplicações
- é uma escolha generalizada em jardins urbanos e não só, o que atesta as suas qualidades
- dá para descarregar as frustrações, com uma pancada no fim do dia de trabalho
- finalmente, diz o povo, dá bom agoiro.
Que vos parece, jardineiros e jardineiras da blogosfera?

PS: relembramos que as fotos podem ser ampliadas clicando sobre elas.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Chapeleiro

Em cada visita vão aparecendo pequenas surpresas. Esta estava no sótão, à espera de ser resgatada. Será uma das primeiras visões dos visitantes, pelo que encontrá-lo nos pareceu de bom augúrio. Não saberemos datar a peça, mas um de nós recorda-se de ver uma do mesmo estilo na casa da avó, que era do início do século. Está intacto, mas precisa de uma boa limpeza. Algum conselho desse lado?

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Tectos estucados


Continuando na senda das bichices (a propósito, que fique claro: os comentários homofóbicos, sobretudo da parte de 'anónimos' não são bem vindos e a gerência reserva-se o direito de os eliminar a seu bel prazer), fica aqui um registo fotográfico dos dois tectos estucados. Num deles (o que levou com a lâmpada fluorescente em cima) encontram-se motivos alimentares como fruta, o que parecia destinar a divisão à função degustativa. O outro, mais rico, designava provavelmente a zona nobre da casa. Nestes elementos valerá a pena investir, pelo valor estético que acrescentam à casa. Uma vez que ainda não foi avaliado o estado real dos soalhos (mas sendo provável que terá que ser retirada toda a madeira para posterior selecção e reposição), o tipo de intervenção poderá variar e incluir a reprodução dos elementos em falta.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Pequenos nadas


Enquanto pouco se pode avançar em relação a uma intervenção concreta, a ansiedade canaliza-se para deambulações decorativas, em sucessivas e por vezes contraditórias versões dos mesmos espaços e pormenores. Pequenos detalhes podem concentrar toda a imaginação: por exemplo, a escolher agora, os interruptores da casa passariam a ser qualquer coisa como isto.

Visitas, visitas, são muitas visitas...

Desta vez, um arquitecto levou a 'sua' equipa de trabalho: empreiteiro, engenheiro e electricista. A ideia é conhecer (literalmente) os cantos à casa, para poder apresentar um orçamento mais rigoroso. O resultado deve chegar quarta-feira, e até lá tentamos (sem conseguir) não pensar muito no assunto. Para já, sem existir ainda um compromisso, a visita revela-se um bom exemplo de pró-actividade profissional.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Casa (bem) assombrada


Visitar casas abandonadas com crianças dá nisto: agarram-se a nós assustadas e inventam histórias de fantasmas e colónias de morcegos antipáticos. Esta é a versão da casa em desenho da sobrinha mais pequena, com data e tudo para mais tarde recordar.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Portas e portadas

Atravessar estas peças de madeira não é só transitar de um espaço a outro; é frequentemente viajar entre diferentes camadas no tempo, de uma época em que as casas eram abertas, com grandes salões e varandas corridas, para outra em que se prezava o interior e se criavam marquises e erguiam novas paredes dentro de cada quarto. Posto isto, é provável que algumas peças prolonguem a sua nobre função, enquanto outras desaparecem, cedendo o lugar à luz e à amplitude dos gestos.

domingo, 29 de novembro de 2009

O que se aprende

1. Os loteamentos no Porto foram feitos com a largura de cinco metros e meio. Isso explica a regularidade que podemos encontrar na casa típica da cidade, independentemente da profundidade, altura e diversidade de materiais e ornamentos.
2. Seja qual for for o sistema de aquecimento adoptado, casas com estrutura em pedra significam duas coisas: demoram mais tempo para aquecer, mas conservam mais tempo a temperatura.

sábado, 28 de novembro de 2009

Arquitectar #2

O segundo encontro com a jovem equipa de arquitectos que visitara a casa revela-se um momento pouco esclarecedor. A reunião faz-se numa casa recuperada, para mostrar hipóteses de trabalho, mas algumas soluções, apesar de esteticamente interessantes, levantam algumas dúvidas que a escassa conversa (essencialmente centrada na orçamentação) acaba por não resolver. Um dia depois, um pequeno mas simpático encontro com o primeiro arquitecto, que já visitara a casa, acaba por se revelar mais elucidativo. Fala-se de materiais, discutem-se propostas concretas, enfim, aprofunda-se a sintonia de interesses. Nisto de estarmos à mercê do que o Giddens chama sistemas periciais (aqueles que não compreendemos mas que sustentam de forma irreversível a nossa vida, como as redes informáticas ou os motores dos aviões), não há como um diálogo descomprometido para nos devolver alguma ilusão de segurança e de apropriação dos nossos projectos.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Janelas

Elemento fundamental numa habitação urbana, as janelas são como que as asas de uma casa. Elas possibilitam o trânsito de olhares entre dentro e fora, assim como o jogo de luzes que dinamiza todo o interior ao longo de várias estações e dentro de um mesmo dia.
Ficam alguns exemplares, aqueles cuja luz permitiu fotografar. O estado de conservação é variável e levanta dúvidas naturais quanto à capacidade de isolamento térmico destas caixilharias. Soluções ventiladas: acrescentar uma caixilharia nova por dentro, mantendo a original por fora; substituição das caixilharias por outras novas, em madeira; demolição das varandas cobertas (trata-se, em dois casos, de intervenções posteriores, que reduziram seguramente a luminosidade original). Já disse que se aceitam bitaites?

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

As escadas


A pedido de muitas famílias, vamos começar a publicar algumas imagens da casa. Para já: as escadas pré-intervenção. Por debaixo das carpetes e linóleos, esperamos encontrar belas madeiras. Faltam dois ou três balaústres (serão substituíveis?). E, mais importante: a planta seca será para preservar? Já agora, para esclarecer: existem dois lanços de escada: um que parte do rés-do-chão para o primeiro piso, e outro para o segundo piso, com ripas de madeira a separar em 'gaiola' as antigas habitações. No topo, uma pequena clarabóia ilumina todo o vão.

domingo, 15 de novembro de 2009

Visita chuvosa

Quem vive no Porto sabe que nos últimos dias a chuva não tem dado tréguas (com excepção do ar de sua graça que o Sol deu ontem, junto a um mar tempestuoso a galgar o molhe da Foz). Contactado novo gabinete de arquitectura, da lista incluída na SRU, ficamos agradavelmente supreendidos com a disponibilidade para uma visita imediata ao imóvel. A chuva e a escuridão não mostraram a casa no seu melhor. As impressões (e as fotos) recolhidas pelos dois arquitectos serão discutidas numa entrevista a agendar no próprio gabinete. Para já, parecem adeptos da máxima conservação e mínima intervenção. A ver vamos.