segunda-feira, 11 de abril de 2011
O antigo pós-moderno
domingo, 27 de março de 2011
Cadeirão
sábado, 26 de março de 2011
Casa verde
E como nestas coisas quanto mais cedo se começar melhor, frequentámos hoje uma das acções de formação da LIPOR sobre compostagem caseira. Para além de muitas informações úteis, foi bom perceber que é perfeitamente viável, economicamente lógico e ambientalmente urgente tomar uma iniciativa. Aproximadamente 40% do lixo que geralmente se classifica como indiferenciado pode ser transformado em composto orgânico, útil para adubar terrenos ornamentais ou horticulturas. A iniciativa, apoiada por fundos europeus, disponibiliza gratuitamente, para além da formação, compostores de tamanho suficiente para pequenos quintais ou jardins urbanos e um pequeno recipiente para os resíduos de cozinha. Mais informações aqui.
domingo, 20 de março de 2011
Pedra à vista
quinta-feira, 17 de março de 2011
Comer, cozinhar
Projecto para a cozinha, que partilha o mesmo espaço com a sala de jantar. O facto de não existir aqui uma estrutura prévia permitiu pensar numa intervenção mais moderna, como contraponto à recuperação mais tradicional da casa restante. Foi uma sugestão bem acolhida pelos futuros residentes, por parecer condensar melhor a necessidade de criar uma área simultaneamente prática (porque cozinhar é uma actividade rotineira e suja) mas também elegante e convidativa (porque cozinhar também é um pouco criar, sair da rotina e, cada vez mais, um acto gregário, eminentemente social).
domingo, 13 de março de 2011
Projecto para armário
Nas relações parece haver sempre um parceiro recolector e outro de perfil mais 'utilitarista'. O primeiro diverte-se a acumular peças com funções variadas, e não lhe passa pela cabeça desfazer-se delas depois de ultrapassada a validade. O segundo sonha com um mundo mais organizado, pragmático e 'limpo' e, como tal, não perde oportunidade para se desfazer do que já não tem uso aparente. Posto isto, e não obstante, numa casa nova há que partir do nobre princípio da igualdade de oportunidades para todos (exemplificado no desenho simétrico do armário de quarto).
terça-feira, 8 de março de 2011
A luz entra...
"Les raboteurs de parquet", de Gustave Caillebotte (1875)
sexta-feira, 4 de março de 2011
É entrar, senhorias...
quarta-feira, 2 de março de 2011
Desenhar para uma cidade
Só quando precisamos de partilhar o que é viver numa cidade é que percebemos quão subjectiva é essa experiência. A perspectiva muda consoante a nossa idade, as fases em que nos apanham ou simplesmente porque a própria natureza do burgo sofre mutações. Penso que é comum 'colarmos' o nosso estado de espírito ao que nos rodeia: quando estamos deprimidos e melancólicos, o Porto é uma cidade cinzenta, chuvosa e provinciana; se estamos apaixonados, tudo é cor, animação e património. Nessa partilha, nem sempre o verbo é o veículo mais claro. Foi o que percebeu desde sempre a Manuela Bacelar, ilustradora da invicta, que juntou os seus desenhos aos textos do Carlos Tê (outro ilustre tripeiro) no imperdível "Cimo de Vila". Para nós é assim como uma espécie de visão animada de uma antiga ilustração já aqui convocada.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Pequenas notas burocráticas
A alteração de qualquer elemento estrutural de uma casa, incluindo, na fachada, a mudança de cor carece de um pedido de licenciamento. Uma vez que a intervenção até à data constitui uma recuperação do edifício original, apenas foi necessário um aviso prévio de obra à câmara, que implica a fiscalização da obra para aferir a conformidade ao registo predial existente. O aviso possibilita o acesso a políticas de incentivo à recuperação na denominada ZIP (Zona de Intervenção Prioritária da baixa), incluindo isenções do IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) e do IMT (Imposto Municipal de Transacções).
Até agora, apenas a parte relativa ao saneamento implicou um pedido de licenciamento junto da empresa municipal Águas do Porto (o que pode também protelar outras intervenções).
O projecto da casa prevê ainda a adaptação para garagem da antiga loja existente no piso térreo, o que implicará a remoção de um pilar e subsequente montagem de uma porta de largura equivalente às duas antigas entradas (que correspondem também a dois números na rua). Essa intervenção carece de um pedido de licenciamento específico que será submetido a seu tempo.
Entretanto, advogados, um número difícil de estimar de funcionários públicos e vários cidadãos convocados a dar o seu testemunho gastam tempo precioso de vida e dinheiro público para deliberar sobre o papel de duas chapas de zinco enferrujado e amolgado num canto de um logradouro devoluto.
Enquanto o monstro burocrático engole as democracias no mundo ocidental, deglutindo pelo caminho a voz do cidadão, a obra desacelera a caminho do primeiro aniversário.
Até agora, apenas a parte relativa ao saneamento implicou um pedido de licenciamento junto da empresa municipal Águas do Porto (o que pode também protelar outras intervenções).
O projecto da casa prevê ainda a adaptação para garagem da antiga loja existente no piso térreo, o que implicará a remoção de um pilar e subsequente montagem de uma porta de largura equivalente às duas antigas entradas (que correspondem também a dois números na rua). Essa intervenção carece de um pedido de licenciamento específico que será submetido a seu tempo.
Entretanto, advogados, um número difícil de estimar de funcionários públicos e vários cidadãos convocados a dar o seu testemunho gastam tempo precioso de vida e dinheiro público para deliberar sobre o papel de duas chapas de zinco enferrujado e amolgado num canto de um logradouro devoluto.
Enquanto o monstro burocrático engole as democracias no mundo ocidental, deglutindo pelo caminho a voz do cidadão, a obra desacelera a caminho do primeiro aniversário.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Pezinhos de lã
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Pêras rochas e profundos carmesins
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Bidé
Invenção francesa do século XVII, aparentemente devemos a sua existência ao pedido de uma rainha, que clamava por um dispositivo que permitindo manter a higiene das partes íntimas, se adaptasse harmoniosamente às curvas do seu corpo régio. Com muitas variações, chegou aos nossos dias em diferentes formatos e com hidráulicas variáveis. Este é um dos modelos clássicos, que adorna desde esta semana uma das casas de banho.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
A história das coisas
domingo, 6 de fevereiro de 2011
A propósito de portas e fechaduras
I.
Eu nunca gostei de portas, sempre as vi como
um grosseiro despotismo. Não percebia por
que razão davam passagem a uns e outros não.
Rebelei-me contra elas, tornei-me arrombador.
Decidido a contestar os seus desígnios, passei
os melhores anos da minha juventude a estudar
o idioma das fechaduras. Aos poucos, alcancei
uma secreta mestria: nenhuma resistia à sedução
dos meus arames. As portas franqueadas, e não
o que atrás delas se defende, procurava. Poucas
vezes roubei. Esta alegria me bastava - introduzir
desordem na composta segurança duma casa.
Agora que penso nisso, acho que havia algo
de bárbaro nessa minha obsessão por destruir
a ilusória placidez das fortalezas, os escudos
da propriedade, da suficiência. Porta atrás
de porta, a minha vida passou. Até chegar aqui,
a este lugar indistinto. Também nele há uma porta.
Não me seria difícil arrombá-la. Não fosse dar-se
o caso (e esse é o castigo da minha soberba)
de não saber se estou no céu ou no inferno.
in "Erros Individuais", de José Miguel Silva
Eu nunca gostei de portas, sempre as vi como
um grosseiro despotismo. Não percebia por
que razão davam passagem a uns e outros não.
Rebelei-me contra elas, tornei-me arrombador.
Decidido a contestar os seus desígnios, passei
os melhores anos da minha juventude a estudar
o idioma das fechaduras. Aos poucos, alcancei
uma secreta mestria: nenhuma resistia à sedução
dos meus arames. As portas franqueadas, e não
o que atrás delas se defende, procurava. Poucas
vezes roubei. Esta alegria me bastava - introduzir
desordem na composta segurança duma casa.
Agora que penso nisso, acho que havia algo
de bárbaro nessa minha obsessão por destruir
a ilusória placidez das fortalezas, os escudos
da propriedade, da suficiência. Porta atrás
de porta, a minha vida passou. Até chegar aqui,
a este lugar indistinto. Também nele há uma porta.
Não me seria difícil arrombá-la. Não fosse dar-se
o caso (e esse é o castigo da minha soberba)
de não saber se estou no céu ou no inferno.
in "Erros Individuais", de José Miguel Silva
Espelhos
Chapa ondulada
domingo, 30 de janeiro de 2011
Mezzanine #2
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Mais portadas
domingo, 23 de janeiro de 2011
Simbiose
Em biologia a simbiose é uma relação mutuamente vantajosa entre dois ou mais organismos vivos. Aqui o caso é um pouco diferente, mas não temos dúvida que a cozinha/sala de refeições vai tirar proveito deste bonito conjunto de azulejos. Por sua vez, os azulejos colocados vão assim manter-se intactos (estiveram guardados em caixas desde a sua rejeição) e exercer a sua função por muitos anos.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Pequenas grandes surpresas
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Porta inútil
domingo, 16 de janeiro de 2011
Experiências
Hoje tratou-se da disposição dos azulejos hidráulicos, cortesia do arquitecto, no chão do piso térreo. Sendo um conjunto limitado, optou-se por fazer um 'tapete' na zona da cozinha (só se utilizou o rebordo, mas há unidades para toda a área). A colocação está prevista para esta semana, assim como a execução do pavimento neste piso, o mais 'atrasado' no cenário da obra.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Pequenas coisas com importância
domingo, 9 de janeiro de 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Antes e um depois provisório
domingo, 2 de janeiro de 2011
Escadas pintadas
Se pudéssemos pegar numa máquina do tempo, apontá-la para este ângulo e acelerá-la, para trás e para a frente, poderíamos ver, como pequenos flashes em fotografias nocturnas, a imagem de personagens a subir e a descer estas escadas, assumindo diferentes papeis, em trajes de época (roupas de trabalho, trajes menores ou sem trajes de todo). Uma mãe que leva o seu bebé para o quarto, um operário enrolado numa toalha de banho, um homem a saltar degraus apressado para um encontro amoroso, uma criança encostada aos balaústres com uma boneca debaixo do braço, alguém que desce langorosamente em pose de diva e diz: “All right Mr DeMille, I’m ready for my close up”...(and, for our foreign visitors)
Painted Stairs
If only we had a time machine, point it at this angle and speed it up, back and forth, we could see, just like those little flashes in night shots, the image of different characters going up and down these stairs, playing all kind of roles in costume (work clothes, underwear or no costumes at all). A mother who brings her baby into the bedroom, a worker wrapped in a bath towel, another man jumping steps to find a lover, a child leaning against the banisters with a doll under his arm, someone who falls into a languorous diva pose and says: "All right Mr. DeMille, I'm ready for my closeup"...
Do nascer ao por do Sol
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