Na esfera da intimidade, as maiores mudanças trazidas pela modernidade deram-se na esfera da higiene pessoal. Tal é visível no próprio espaço reservado há apenas um século atrás para as abluções e outras necessidades fisiológicas: ou era inexistente, ou remetido para um pequeno anexo exterior. Hoje, o peso da imagem, dos cuidados pessoais e das balizas de pudor reflecte-se numa expansão dos espaços consagrados. Nesta casa, o número e tipo de divisões foram objecto de discussão prolongada, tendo-se chegado à seguinte aritmética: uma casa de banho, com duche e banheira, no segundo piso, junto aos dois quartos; uma segunda, de serviço, no piso térreo, junto à cozinha e sala de jantar; no piso intermédio, um anexo exterior foi também preparado com uma pré-instalação (inicialmente pensava-se neste espaço como de arrumos, mas a lógica de prevenção e valorização do imóvel prevaleceu). As louças também já foram escolhidas. Ao lado, com direito a projecção virtual, o lavatório do segundo piso.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Ciência do wc
Na esfera da intimidade, as maiores mudanças trazidas pela modernidade deram-se na esfera da higiene pessoal. Tal é visível no próprio espaço reservado há apenas um século atrás para as abluções e outras necessidades fisiológicas: ou era inexistente, ou remetido para um pequeno anexo exterior. Hoje, o peso da imagem, dos cuidados pessoais e das balizas de pudor reflecte-se numa expansão dos espaços consagrados. Nesta casa, o número e tipo de divisões foram objecto de discussão prolongada, tendo-se chegado à seguinte aritmética: uma casa de banho, com duche e banheira, no segundo piso, junto aos dois quartos; uma segunda, de serviço, no piso térreo, junto à cozinha e sala de jantar; no piso intermédio, um anexo exterior foi também preparado com uma pré-instalação (inicialmente pensava-se neste espaço como de arrumos, mas a lógica de prevenção e valorização do imóvel prevaleceu). As louças também já foram escolhidas. Ao lado, com direito a projecção virtual, o lavatório do segundo piso.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Pedras preciosas
domingo, 8 de agosto de 2010
Cachorros
sábado, 7 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Debaixo de um tecto
Para que o céu não nos caísse em cima da cabeça, receio herdado de uma pequena aldeia de irredutíveis gauleses, já tínhamos a garantia de um tecto sólido. Agora o sono vai ser ainda mais sossegado, com um tecto que inclui, para além da placa de pladour, um isolante térmico, ambos suportados pela singela estrutura metálica como a que se vê na foto.
domingo, 1 de agosto de 2010
Plásticas de gesso
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Soalhos em progresso
Pequenos grandes detalhes
sábado, 24 de julho de 2010
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Bomba-coração (encore une maison equipée)

O sistema de aquecimento em muito se assemelha à circulação humana. Existe a pequena circulação, que serve para obter o calor (oxigénio no caso do Homem), enquanto tubos vermelhos e azuis desenham a grande circulação que o distribui. Depois há uma máquina, que assegura que tudo isto aconteça sem falhas e no tempo certo.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
14ª janela
sábado, 17 de julho de 2010
Modelo 43
Primeira ronda para escolher materiais para casas de banho. Numa economia de mercado ocidental de século XXI, ainda que de segunda ou terceira linha, isso significa tempo substancial investido a avaliar miríades de possibilidades. Apesar disso, o valioso filtro do arquitecto permitiu avançar várias etapas. Numa tarde foram escolhidos azulejos, louças e torneiras. Para a casa de banho do segundo piso, que vai assumir uma aparência mais clássica (contemporânea da casa), a opção recaiu num lambrim de azulejo verde claro rematado a meio da parede por uma tira de azulejo preto. Daí para cima, uma parede branca, comme il faut.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Bomba de calor e radiadores


Quem tenha estado a seguir a evolução de uma casa na baixa já deve ter reparado que está cheia de canos e tubos. O conjunto dos tubos azuis e vermelhos correspondem à ligação do reservatório da bomba de calor (com capacidade para 300 litros) aos radiadores. O sistema escolhido foi o Pack Inverter Spydro da AJTech, que corresponde a uma bomba de calor (ar/água) de alta temperatura hidráulica. A opção deve-se à possibilidade de ligação paralela a painéis solares, cuja pré-instalação já foi assegurada (encontra-se em fase de estudo). Os radiadores que nos irão aquecer nas noites frias de inverno são do modelo Strada da Jaga. Recorrem a uma tecnologia low-water que resulta em elevados valores de emissão, diminuindo assim o dispêndio de energia.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Electric dreams #2

Poucos dias depois da visita anterior, o terreno já se encontra preparado para receber a dádiva de Thomas Edison à civilização moderna: a electricidade. E com ela, qual criação de Frankenstein de novo milénio, por entre cabos, tomadas e interruptores, animando máquinas, equipamentos e tecnologias, se trará nova luz e vida a uma casa na baixa.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Caixilharia
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Tubos
The thin red line
De regresso após um interregno no sul da península itálica, onde se pôde apreciar o património arquitectónico e urbanístico de Nápoles (a cidade onde o passado mais convive com o presente, em sucessivas camadas verticais de História), a vontade de espreitar as novidades na casa era grande. Uma delas foi esta linha vermelha, desenhada aparentemente com exactidão em todas as divisões à mesma distância do chão e cujo significado ainda está sob escrutínio. Na linguagem bélica, a 'thin red line' representa a capacidade de uma força militar exígua resistir ao ataque de forças desmesuradamente maiores.PS: entretanto o arquitecto confirma que a função da linha é a de nivelar em cada piso todas as intervenções abaixo, até ao soalho, e acima, até ao tecto, corrigindo ou prevenindo eventuais desnivelamentos.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Interregno
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Roços
Dos grafittis com as marcações das futuras ligações eléctricas resultaram estes 'rasgões', (roços, tecnicamente), onde se encaixarão os cabos necessários. Depois de levantado o soalho, o telhado, picadas as paredes, aberta uma vala, tiradas as portas e caixilharias das janelas, ver estes maus tratos ao pouco que resta da casa é, no mínimo, doloroso, ainda que incontornável.
domingo, 20 de junho de 2010
Canalizações
Durante eras, a falta de uma política estruturada de saneamento básico constituiu a principal causa de doenças e epidemias entre a população residente nos núcleos urbanos. Continua a sê-lo, em muitas zonas do planeta. Felizmente, entre nós, trata-se de um dado adquirido, embora se ouçam ainda com frequência queixas da factura que todos, como cidadãos, temos a obrigação de pagar. Dentro de portas, o processo é relativamente simples, mas laborioso: depois de aberta uma vala, atravessando toda a casa até à caixa de saneamento, foram já colocados os tubos de canalização, substituindo-se o material pré-existente por um mais resistente. As ligações deverão percorrer assim o quintal, a cozinha, a casa de banho do piso térreo e duas ligações nos pisos superiores.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Uma rua na baixa
Numa rua mal afamada, não há como ver as coisas com olhos de ver. E descobrir, então, que como animais sociais, somos muito achacados aos mitos urbanos, ou por acreditarmos neles, ou por os reproduzirmos, ou por os inventarmos e recriarmos. Alguns dos mitos mais enraizados na história recente da cidade do Porto são os da insegurança e da indigência. Ninguém poderá negar, obviamente, que existem pólos de criminalidade, essencialmente ligados a fenómenos de toxicodependência. Mas partir daí para demonizar toda a baixa é algo que, no mínimo, revela ignorância e pouca vontade para combater preconceitos. É certo que o Porto, como muitas outras cidades, sempre teve o seu lado bas fond, em grande medida fruto da actividade conhecida como a mais velha profissão do mundo, muitas vezes também próximo de expedientes hoje em dia conhecidos como 'economia paralela' ou 'informal' e frequentemente palco de um alcoolismo endémico, estrutural e cultural. Mas existe sempre um outro lado (muitas vezes no mesmo local, em horas diferentes): o do pequeno comércio, dos serviços, da sociabilidade, da vizinhança, das festas populares, da restauração, dos miúdos a brincar, das senhoras a dar à letra, de um germe de cosmopolitismo e da história continuamente recriada, feita pelos habitantes e transeuntes destas artérias graníticas e seculares. Nada nem ninguém poderá silenciar isso. Certo?
quarta-feira, 16 de junho de 2010
De marquise a varanda
Virada para poente, no primeiro piso, optou-se por transformar a antiga marquise numa varanda, prolongando o gradeamento de ferro que contorna as escadas de acesso ao quintal. É uma forma de criar maior abertura para o exterior, permitindo uma maior entrada de luz para a divisão que será o escritório e sala de leitura. Pelo que se consegue perceber, a plataforma foi construída posteriormente à casa original, uma vez que assenta numa estrutura de cimento. Foram retiradas as caixilharias e demolido o pequeno muro. Por razões estéticas e funcionais optou-se por construir um novo pilar, alinhado com o 'cachorro' (aquele gancho de pedra que se vê na parte inferior). O pilar original será eliminado, mas mantém-se desta forma um suporte para a varanda do segundo piso.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Louceiro

Não há maneira da foto fazer justiça a este louceiro, que logo que possível se instalará na sala de jantar. Até lá vai aguardar quedo no antiquário onde foi descoberto. É uma peça feita em vinhático, que data do século XIX. É mais antiga do que a própria casa, possuindo o carisma necessário para ocupar um lugar de destaque e servir dois propósitos muito pragmáticos: arrumar louça e consolar as vistas.
domingo, 6 de junho de 2010
Beiral
sábado, 5 de junho de 2010
Casa oportunista
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Arrumos de exterior
terça-feira, 1 de junho de 2010
Parede sim, parede não
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